Arquivos

Todos os posts para o dia 31 maio, 2011

— Matéria publicada no Portal Correio Braziliense

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 605/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que proíbe a realização de concursos públicos e vestibulares aos sábados.

O autor da proposta argumenta que o sábado é o principal dia de culto religioso de muitos brasileiros. Segundo ele, alguns candidatos têm recorrido ao Judiciário para tentar impugnar os editais e mudar o horário das provas. “Essa situação atenta contra o princípio constitucional da liberdade religiosa”, afirma o deputado.

Tramitação

A proposta tramita apensada ao PL 5/99, junto com outras 15 proposições, que estão prontas para serem votadas em Plenário.

Saiba mais:

- Liberdade Religiosa e Isonomia nos Concursos Públicos

Indicação

Confira os Esquematizados disponíveis em nosso novo hotsite.

— Matéria publicada no Portal R7

Percepção é semelhante independentemente de escolaridade ou classe social, diz Ipea

Quando o assunto é confiança na Justiça, os brasileiros – independentemente de etnia, escolaridade, ou classe social – estão juntos: avaliam mal a capacidade do Poder Judiciário nos critérios rapidez, acesso, custo, decisões justas, honestidade e imparcialidade.

Os dados fazem parte de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), divulgado nesta terça-feira (31), que procura avaliar a percepção que os brasileiros têm da Justiça. O levantamento ouviu 2.722 pessoas.

Os entrevistados deram nota de 0 a 4 sobre como avaliavam a Justiça em cada critério, sendo 0 – muito mal, 1 – mal, 2 – regular, 3 – bem e 4 – muito bem. A maior nota, para o critério “decisões justas”, foi de 1,6, não alcançando ao menos a avaliação regular.

As piores notas ficaram com “honestidade” e “imparcialidade”, empatadas com 1,18. Em seguida, “rapidez” apareceu com 1,19 e “custo” com 1,45. Acesso teve nota de 1,45.

Analisados de acordo com a região, sexo, escolaridade, etnia, renda e idade dos entrevistados, os dados mostram que os brasileiros desconfiam de maneira generalizada da Justiça. Em nenhum segmento da população a nota foi suficientemente diferente da média geral a ponto de fazer com que algum critério fosse considerado regular.

Instituições

O Ipea quis saber ainda como o brasileiro avalia o trabalho dos profissionais e instituições envolvidos no funcionamento da Justiça, aplicando a mesma avaliação de 0 a 4.

Os brasileiros apontaram a Polícia Federal como a instituição mais confiável, ao lado da figura profissional do promotor, ambos com 2,2. Em seguida aparece o juiz, com 2,14, e o defensor público, com 2,04.

Já entre os mal avaliados aparecem o advogado, com 1,96 e, por último, a Polícia Civil, com 1,81.

O presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-SP, Edson Cosac Bortolai informou que o próximo Exame de Ordem Unificado será em agosto, mas não definiu o dia. A partir de agora é possível que haja dois ou até quatro Exames por ano.

A entidade alterou o artigo 5º do Provimento 139/2009 que previa a realização de três exames anuais. “Isso permitira realizar dois ou até quatro exames ao ano, dependendo do período disponível no calendário”, afirmou Cosac. Dias 02 ou 03 de junho será possível saber ao certo as datas e definições.

Com a mudança, a FGV ganha tempo para colocar em dia os exames de 2011, já que a lista definitiva dos aprovados na segunda fase no terceiro Exame Unificado de 2010 será divulgada apenas dia 20 de junho. Além disso, aumentam as chances dos candidatos se prepararem para as mudanças.

Fonte: Complexo de Ensino Renato Saraiva

Indicação

Confira as principais obras voltadas para o Exame da OAB! Clique aqui.

— Texto Publicado no blog do autor

Por Rogerio Neiva

 

 

Em textos anteriores publicados aqui no Blog foram trabalhados os perigos da autossabotagem por parte do candidato a concursos públicos e exames. Esta idéia foi abordada no texto sobre as Professias Autorrealizadoras, bem como no texto sobre a Síndrome do Impostor.

Porém, o objeto do presente texto consiste na abordagem da idéia que vai no sentido contrário, envolvendo não o cuidado com os perigos da autossabotagem, mas com a necessidade da iniciativa de trabalhar a autoconfiança.

Enquanto a autossabotagem envolve um comportamento negativo, a autoconfiança consiste em comportamento de caráter positivo.

Buscar meios e atitudes que colaborem com a construção da autoconfiança é fundamental para o candidato que almeja a aprovação em concursos públicos e exames oficiais. Segundo a idéia sustentada por Reuven Feurstein, uma das maiores autoridades internacionais atualmente na área da aprendizagem e autor da Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural, “…a autoconfiança é algo que fortalece, promove o pensamento independente, motiva e encoraja o alcance de objetivos…”. (Souza, Ana Maria, Depresbiteris, Lea e Machado, Osny Telles. “A mediação como princípio educacional”: São Paulo, Senac, p. 74).

Esta compreensão é importante para demonstrar que a autoconfiança tem impactos inclusive no plano cognitivo, o que, em tese, pode repercutir até mesmo no desempenho nas provas.

A autoconfiança leva à noção de sentimento de competência, o que não se confunde com competência propriamente dita, consistindo na percepção sobre ser competente. Neste sentido, há uma diferença entre competência e sentimento de competência, de modo que é possível que o candidato a concursos públicos e exames seja competente ao alcance de determinados resultados, mas não tenha tal percepção. E não ache que isto será indiferente, pois esta dissociação entre a realidade das condições do candidato e a sua percepção sobre suas condições conta com potencial para trazer conseqüências negativas na busca de resultados, não apenas ao longo do processo de preparação, mas inclusive nas provas.

Me recordo, enquanto me preparava e prestava concursos para a Magistratura, de situações nas quais tinha contato com candidatos que, se colocando de forma superior e arrogante, procuravam esbanjar conhecimento e domínio de informações. Estes candidatos, nas rodinhas que se formavam antes ou depois das provas, adoravam levantar discussões e expor conceitos sobre assuntos que outros candidatos não dominavam. Isto significava buscar demonstrar superioridade intelectual, minando a autoconfiança dos demais candidatos.

E confesso que, nas referidas situações, muitas vezes tive a minha autoconfiança minada e diminuída. Imagine o que um sentimento deste pode provocar antes de uma prova!

Vale destacar que muitas vezes nos submetemos a um processo de comprometimento de autoconfiança até mesmo de forma não consciente. A Síndrome do Impostor seria um exemplo.

Outra possibilidade de comprometimento da autoconfiança pode ocorrer durante a realização de exercícios. Muitos candidatos adotam a estratégia de realização de exercícios, não com o espírito da aprendizagem, mas da busca de uma confirmação da disponibilidade da informação, o que também, conforme o cenário levantado em termos de resultado, pode comprometer a autoconfiança.

Considero, sem a pretensão do monopólio da verdade, que os exercícios devem ser encarados como um processo cognitivo, e não como um recurso emocional. Neste sentido, sugiro a leitura do texto O Papel dos Exercícios na Preparação para Concursos.

Portanto, uma primeira atitude que deve ter o candidato para trabalhar a autoconfiança consiste na tomada de consciência da sua importância, bem como no cuidado para evitar e neutralizar os fatores que a comprometem.

Por outro lado, é preciso compreender que a preparação para concursos deve ser encarada como um processo evolutivo. O candidato de hoje, em termos intelectuais, não será o mesmo após um ano de preparação. Portanto, não se angustie com as situações como as relatadas, envolvendo o contato com candidatos que procuram fortalecer sua autoconfiança minando a dos outros. E quando sentir que a sua autoconfiança está elevada, se policie para não minar a dos demais, até porque um dia poderá receber a fatura desta atitude censurável.

Também não custa lembrar, enquanto estratégia para trabalhar a autoconfiança, a idéia que tenho sustentado de forma reiterada, envolvendo a lógica do Foco no Processo, de modo a evitar a lógica do foco no resultado.

Para aqueles que são usuários do Sistema Tuctor, considero uma estratégia importante a atenção aos indicadores de metas e de desempenho, bem como os demais mecanismos de acompanhamento da execução do plano de estudos, principalmente envolvendo as metas de curto prazo,ou seja, as Unidades de Estudo e os indicadores correspondentes. Assim, olhe para suas metas estabelecidas e procure valorizar o seu alcance, tendo a compreensão de que está cumprindo o seu papel. Alimente-se disto em termos de autocofiança!

Por fim, tenha a clareza de que a busca da aprovação no concurso público consiste num processo que tem começo, meio e fim. Procure trabalhar a sua autoconfiança a partir da responsável e comprometida implementação dos esforços que estejam ao seu alcance. Naturalmente que acompanhando e monitorando o seu processo de preparação, principalmente com a adoção de um adequado plano de estudos e inclusive com a realização dos ajustes necessários à busca de eficiência.

E com isto, compreenda que, se mantendo nesta trajetória, um dia haverá uma prova na qual terá a dispobilidade cognitiva do volume de informações necessárias ao alcance da pontuação suficiente à aprovação. Aí estará figurando na lista de aprovados, pois o critério adotado no nosso modelo de acesso aos cargos e empregos públicos é este: disponibilidade intelectual e cognitiva de informações solicitadas nas provas.

Indicação

Como se preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento - Rogerio Neiva | A obra oferece meios eficientes e racionais para você buscar sua aprovação em concursos e exames. Ele é fruto da experiência de alguém que viveu e vive intensamente há mais de uma década a preparação para o concurso público. (Saiba mais)