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Todos os posts para o dia 27 julho, 2012

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulga o resultado preliminar da prova prático-profissional (segunda fase) do VII Exame de Ordem Unificado. Fizeram as provas desta etapa, no dia 8 de julho deste ano, os candidatos que foram aprovados na primeira fase (prova objetiva) do VII Exame, aplicada no dia 27 de maio último pela Fundação Getúlio Vargas. O prazo recursal acerca do resultado preliminar da segunda fase se inicia neste sábado (dia 28), às 12h (horário oficial de Brasília), e termina às 12h do próximo dia 31 (terça-feira), conforme o edital.

Estão aprovados nesta segunda e última etapa os candidatos que tiraram a nota mínima 6 na prova, que foi composta de uma peça profissional valendo cinco (5) pontos e quatro questões (valendo 1,25 ponto cada) sob a forma de situações-problema, nas seguintes áreas de opção do examinando: Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito Empresarial, Direito Penal, Direito do Trabalho ou Direito Tributário e do seu correspondente direito processual.

Confira aqui o resultado preliminar da segunda fase do VII Exame de Ordem.

Fonte: OAB

 

Parabéns aos aprovados no VII Exame de Ordem Unificado!

 

 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgou 272 processos em cinco sessões presididas pelo ministro Ayres Britto, que completa 100 dias de gestão nesta sexta-feira (27/7). Foram colocados em pauta 751 processos no período, mas, além dos julgados, 205 casos foram retirados de pauta, adiados ou foram objeto de pedidos de vista. Outros 1.997 casos foram decididos e arquivados monocraticamente ou por decisão do Plenário. Veja aqui as principais ações dos 100 dias de gestão.

Ao assumir o cargo no dia 19 de abril, o ministro Ayres Britto encontrou um estoque de 3.546 processos em tramitação no CNJ. Nesses pouco mais de três meses, entraram 2.729 novos processos. A maioria das novas reclamações e representações foi encaminhada à Corregedoria Nacional de Justiça, que recebeu 2.304 casos para analisar. Os conselheiros receberam 575 processos no período.

Entre os processos analisados está o que resultou na edição da  Resolução 151, determinando ao Poder Judiciário a divulgação mensal dos nomes de seus servidores e magistrados e suas respectivas remunerações, gratificações e outras verbas pagas pelos tribunais. No início de junho, Ayres Britto criou um grupo de trabalho, sob a coordenação do conselheiro Wellington Saraiva, para analisar a aplicação da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011) ao Poder Judiciário. Depois de estudar os dispositivos da Lei, o grupo sugeriu a edição da norma, que recebeu o número 151, em complementação da Resolução 102. “Hoje temos de prestigiar a prestação de contas, a visibilidade”, declarou o ministro Ayres Britto, presidente do CNJ.

Com a Resolução 151, o CNJ estabeleceu critérios para a divulgação das informações nos sites dos tribunais, de forma que os cidadãos possam saber exatamente quanto ganha cada magistrado e cada servidor. A obrigatoriedade de publicação vale também para o próprio CNJ, que colocou no dia 18 de julho todas as informações em seu site. De acordo com a Resolução 102, a divulgação tem que ser feita até o dia 20 de cada mês.

Cidadão – Outra iniciativa do ministro Ayres Britto em favor do cidadão foi a edição, em maio, da Portaria 66, que criou no CNJ o serviço de atendimento ao cidadão. Em atendimento à Lei de Acesso à Informação, a portaria ampliou as atribuições da Ouvidoria do Conselho, que ficou responsável pelo atendimento e orientação dos cidadãos sobre a tramitação de documentos, além de receber requerimentos de acesso à informação.

Penas pecuniárias – Com a edição da Resolução 154, publicada em 16 de julho, o ministro Ayres Britto estabeleceu critérios para definir o destino dos recursos arrecadados com a aplicação de penas pecuniárias em substituição à prisão: o dinheiro tem que ir para projetos e entidades com finalidade social.

A norma foi aprovada pelo Plenário do CNJ, na sessão de 21 de maio de 2012, e estabelece que os recursos pagos a título de pena pecuniária devem ser depositados em conta bancária judicial vinculada à respectiva Vara de Execução Penal (VEP) ou à  Vara de Penas e Medidas Alternativas (VEPMA).

Para receber os recursos, a entidade, pública ou privada, deve trabalhar com projetos de ressocialização de detentos e egressos do sistema carcerário, prevenção da criminalidade e com assistência às vítimas dos crimes. Os valores podem também ser às vítimas ou dependentes, como prevê o artigo 45 do Código Penal. Cabe ao juiz decidir a quem será repassado o dinheiro.

Precatórios – Os tribunais de Justiça devem designar um juiz auxiliar da Presidência especialmente para ajudar na administração dos processos relacionados aos precatórios e requisições de pequeno valor. Além disso, os servidores do setor de precatórios devem ser do quadro efetivo do tribunal, de acordo com a Recomendação 39, aprovada pelo CNJ em sua 147ª Sessão Ordinária.

Com essa regra, a gestão do ministro Ayres Britto ataca um dos principais problemas do dos tribunais brasileiros: a administração do pagamento das dívidas do setor público decorrentes de decisão judicial, conhecidas como precatórios. Antes da Emenda Constitucional 62, os órgãos públicos devedores administrava esses pagamentos. A EC 62 transferiu para o Judiciário esse trabalho, mas os tribunais precisam montar suas estruturas para cumprir a obrigação.

A Recomendação 39 busca dotar os tribunais de estrutura e profissionalização na gestão dos precatórios. Essa necessidade foi detectada por meio das inspeções em que a Corregedoria Nacional de Justiça tem apoiado os tribunais no aprimoramento da gestão dos precatórios.

Mas o assunto continua na pauta do CNJ: a Comissão de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas, integrada pelos conselheiros Jefferson Kravchychyn, Gilberto Valente  e José Lúcio Munhoz, quer fazer uma seminário para discutir as principais dificuldades enfrentadas pelo Judiciário e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na gestão dos precatórios.

Idosos – A Comissão Permanente de Acesso à Justiça e Cidadania do CNJ aprovou, no dia 19 de junho, o projeto “Resgate Cidadania das Pessoas Idosas Residentes em Instituições de Longa Permanência”. O objetivo é o registro civil de idosos que moram em asilos, para garantir a eles direitos sociais e previdenciários. A Constituição Federal garante o atendimento de assistência social para os idosos que não têm meios de prover seu sustento com um benefício mensal de um salário mínimo. Mas, para isso, é preciso que o idoso tenha os dados dos documentos sociais como RG e CPF.

O texto foi apresentado pelo conselheiro Silvio Rocha e tem o apoio do presidente do CNJ, ministro Ayres Brito, e do presidente da Comissão de Cidadania, conselheiro Ney Freitas. O projeto foi inspirado no trabalho desenvolvido pelo Procurador da República, Jeferson Aparecido Dias, da Cidade de Marília (SP) e será, a princípio, desenvolvido em Sorocaba (SP).

Ainda na área de direitos humanos, o ministro Ayres Britto, e a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, decidiram firmar parceria para assegurar o cumprimento de políticas de proteção à infância. As ações em prol da infância e da juventude são prioritárias na gestão de Ayres Britto no Conselho.

Jurisprudência – Outra importante iniciativa de Ayres Britto foi a criação da Comissão de Jurisprudência do Conselho Nacional de Justiça, que vai reunir as decisões do colegiado, desde a primeira sessão, para formar um banco de dados jurisprudenciais do CNJ. A organização do sistema de jurisprudência do CNJ vai facilitar o trabalho dos advogados e até mesmo dos conselheiros, que muitas vezes precisam recorrer a decisões anteriores para fundamentar seus relatórios.

Atualmente as decisões estão acessíveis no sistema Infojuris, mas de forma imprecisa, o que requer a confirmação dos resultados das pesquisas diretamente no sistema de processo eletrônico – o E-CNJ. O novo Infojuris disponibilizará informações seguras ao público. A expectativa da comissão é concluir a primeira etapa do trabalho até outubro. Esse projeto é prioritário para a gestão do presidente Ayres Britto.

Ayres Britto instituiu também a Comissão Permanente de Articulação Federativa e Parlamentar do CNJ, que vai fazer, junto com o Ministério da Justiça, um levantamento de todos os projetos de lei de interesse da Justiça, em tramitação no Congresso Nacional. A partir do levantamento, o CNJ passará a acompanhar a tramitação das propostas.

Imprensa – Por iniciativa do ministro Ayres Britto, o Conselho Nacional de Justiça aprovou, em maio, a criação de um fórum nacional do Judiciário para a liberdade de imprensa. De acordo com ele, o tema se impôs perante a sociedade brasileira diante da decisão do Supremo Tribunal Federal referente à  Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 130, sobre a Lei de Imprensa. Ante essa motivação, tornou-se necessário o acompanhamento, por parte do Conselho, das decisões dos tribunais brasileiros a ele relacionadas.

Fonte: CNJ

 

Cristovam Buarque

 

A partir de agora as empresas serão obrigadas a informar mensalmente a seus empregados o valor da contribuição previdenciária feita em seu benefício ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). É o que determina a Lei nº 12.692, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (25).

A nova lei tem como origem projeto de lei apresentado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). O senador argumenta que a fiscalização do INSS ainda é frágil e que a medida permitirá ao próprio trabalhador controlar as contribuições, com isso inibindo a sonegação. À época, ele assinalou que o nível de sonegação estava ao redor de 30%.

O novo texto legal, que altera a lei que dispõe sobre a organização e custeio da Previdência Social (Lei 8.212, de 1991), estabelece que documento especial, a ser regulamentado, será utilizado pelos empregadores para informar os valores recolhidos ao INSS sobre o total da remuneração do trabalhador.

Com o objetivo de ampliar os meios de controle e fiscalização, a lei estabelece ainda que o INSS será obrigado a enviar às empresas e aos segurados extrato relativo ao recolhimento de suas contribuições sempre que solicitado.

Situação atual

Atualmente, é possível retirar extratos das contribuições em qualquer agência da Previdência ou por meio do Portal da Previdência, nesse caso desde que o trabalhador tenha senha fornecida previamente nas agências. Para correntistas do Banco do Brasil e da Caixa, os extratos podem ser obtidos nos caixas eletrônicos e na internet.

Veto

A presidente da República, Dilma Rousseff vetou dispositivo que previa multas, em função do número de empregados, para as empresas que deixem de fornecer os extratos mensais. As multas seriam ainda aplicadas quando as empresas deixassem de informar à Receita Federal e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) os dados sobre fato gerador, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária, como já exige a mesma legislação.

Na mensagem, a presidente da República afirma que o veto não acarreta a ausência de sanção pelo descumprimento das obrigações previstas, já que a Lei 8.212/1991 tem regra geral prevendo a aplicação de multas pelo descumprimento de seus dispositivos.

Fonte: Agência Senado

 

Indicação

Direito Previdenciário – Wagner Balera e Cristiane M. Mussi | A obra traz considerações sobre cada ponto e, em capítulo próprio, questões correlatas, extraídas de provas selecionadas, com o gabarito correspondente. (Saiba mais)