Senado

Todos os posts marcados Senado

Chamada Lei Carolina Dieckmann, projeto prevê pena de três meses a dois anos de prisão para quem roubar dados ou violar senhas

A Câmara dos Deputados aprovou, hoje, nova lei que tipifica crimes cometidos por meios eletrônicos e internet, os chamados crimes cibernéticos, e que alteram o Código Penal.

O texto já havia sido aprovado pelo Senado e agora irá para aprovação da presidente Dilma para entrar em vigor.

A lei, de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), trata de temas como a invasão de computadores, o roubo de senhas e de conteúdos de e-mails, além da derrubada proposital de sites.  Embora há anos se discuta esse assunto há anos no Congresso, a ocorrência do “caso Carolina Dieckmann” acelerou a aprovação da lei.

Carolina teve fotos íntimas roubadas pela web e os autores do roubo não podiam ser punidos, pois não há lei que puna o furto de dados na web. Os autores só puderam ser processados porque tentaram obter dinheiro de Carolina, o que permitiu enquadrá-los pelo crime de tentativa de extorsão.

Com a nova lei, as penas para quem furtar dados na web variam de três meses a dois anos de prisão, a depender da gravidade do caso. Os condenados podem ter a pena aumentada em caso de agravantes, como obter benefícios financeiros ou invadir dados de autoridades, como o presidente da República ou de um dos Poderes da República.

Crimes com cartão de crédito -  Outro projeto de lei (84/1999), relatado na Câmara pelo deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e já aprovado por ambas casas do Congresso, tipifica, por exemplo, o uso de dados de cartões de crédito ou débito obtidos indevidamente ou sem autorização do titular. A proposta equipara a prática ao crime de falsificação de documento particular, com penalidade de um a cinco anos de reclusão e pagamento de multa.

“Um complementa o outro e a ideia é que a presidente sancione ambas. Tivemos uma discussão que foi vencida de que não precisávamos fazer nada. Precisamos sim e o vírus é o caso mais típico de que não existe no Código Penal”, disse Azeredo.

“A minha luta era para termos uma legislação. Agora, falta fazer muita coisa. Junto com a legislação, temos que ter a educação, ferramentas tecnológicas cada vez melhores para se proteger. Isso não é fácil. Outro dia me roubaram milhas de companhias aéreas”, contou Azeredo.

Fonte: Info Exame

Leia mais:

- Senado aprova Lei Carolina Dieckmann sobre crimes de internet;

Cibercrimes vão fazer parte do Código Penal

— Matéria publicada no Portal G1 —

O texto aprovado pelo Senado tipifica os crimes ligados a computadores e internet, como violação de dados pessoais, clonagem de cartões, derrubada de sites.

Em Brasília, o Senado aprovou um projeto de lei que prevê prisão para os crimes cibernéticos, que hoje não estão previstos na legislação atual.

Não foi uma votação tranquila. Alguns senadores não queriam mudar nada agora, já que o Senado está discutindo a revisão do Código Penal. E esse novo código já prevê mudanças. O projeto de lei aprovado na quarta-feira (31) já ganhou até um nome. Foi batizada de Lei Carolina Dieckmann.

No começo de maio, 36 fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann foram furtadas do computador dela e postadas na internet. O advogado da atriz chegou a dizer que, em cinco dias, as fotos foram acessadas oito milhões de vezes.

O episódio serviu para desengavetar, no mesmo mês, a discussão no Congresso sobre como punir esses criminosos cibernéticos – já que o Código Penal, de 1940, não trata do assunto. Hoje, essas pessoas respondem por crimes comuns, como furto e difamação.

O texto aprovado pelo Senado tipifica os crimes ligados a computadores e internet, como violação de dados pessoais, clonagem de cartões, derrubada de sites. As penas variam de três meses a dois anos de prisão e multa, vai depender da gravidade. Como recebeu emendas, o projeto volta para revisão na Câmara dos Deputados.

A proposta pode ser votada na Câmara já na semana que vem. Se aprovada, segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Leia mais:

- Cibercrimes vão fazer parte do Código Penal

Em análise no Senado desde julho, a proposta de reforma do CP (PLS 236/12) traz propostas polêmicas, que dividem as opiniões da população. Em agosto, o primeiro mês de tramitação do projeto, 6,8 mil pessoas procuraram o Alô Senado para se manifestar sobre os assuntos na pauta da comissão, composta por 11 senadores titulares e 11 suplentes, que analisa o texto proposto por juristas.

O DataSenado ouviu 1.232 pessoas em 119 municípios durante o mês de setembro. De uma maneira geral, os entrevistados exigem maior rigor na punição de crimes, e apresentam uma tendência conservadora em relação a temas como aborto, ortotanásia e liberação de drogas ilícitas.

Da mesma maneira que os entrevistados, os próprios senadores que compõe a comissão da reforma divergem ou convergem para os temas. Veja abaixo as opiniões de alguns deles acerca dos resultados da pesquisa.

Aborto

Entre os ouvidos pelo DataSenado, 82% manifestaram-se contra a descriminalização da prática quando realizada por livre escolha, sem que a gestação seja fruto de estupro ou implique risco à vida da mãe.

O presidente da comissão da reforma, senador Eunício Oliveira (PMDB/CE), prevê que o tratamento do tema não deve sofrer grandes mudanças, embora ressalte que o debate ainda está em andamento. “As mudanças são improváveis. O Congresso deve levar em conta as decisões do STF sobre o tema“, destacou Eunício.

A questão do aborto é crucial para o senador Magno Malta (PR/ES), que integra a Frente Parlamentar da Família. Para ele, a rejeição ao aborto por opção da mãe, apontada na pesquisa do DataSenado, traduz os anseios da família brasileira.

A senadora Lídice da Mata (PSB/BA), por sua vez, prefere destacar a necessidade de informar, prevenir e auxiliar as mulheres, e não apontá-las como criminosas. Ela lembra que milhares de mulheres morrem todos os anos no Brasil devido a abortos mal realizados. “Se uma pesquisa me pergunta, eu também digo que sou contra o aborto. Nenhuma mulher faz aborto por diversão, mas por desespero, por falta de acesso a métodos anticoncepcionais, por falta de condições de criar um filho. Cinco milhões de brasileiras já fizeram aborto, vamos colocar 5 milhões de mulheres na cadeia? Não!“, afirmou.

Descriminalização das drogas

Muitos senadores que integram a comissão do CP também são contrários à liberação do porte de pequena quantidade de drogas para uso próprio – posição manifestada por 89% dos entrevistados pelo DataSenado. Para o senador Jorge Viana (PT/AC), não é com a descriminalização das drogas que serão resolvidos os problemas do tráfico e das vidas destruídas com o vício do ‘crack’, por exemplo.

Opinião semelhante tem o senador Eunício: “a liberação das drogas, mesmo que apenas a maconha, não vai contribuir em nada para o bem estar da sociedade brasileira. Não devemos mudar a legislação atual.”

Também preocupada com o ‘crack’, Lídice da Mata ressalta ainda a necessidade de regular as drogas lícitas, como o álcool. Para ela, os meios de comunicação expõem o ‘crack’ como grande vilão, mas deixam de lado o combate às bebidas alcoólicas, igualmente responsáveis por violência e mortes.

Pena máxima e trabalho para reduzir pena

Magno Malta também defende o trabalho dos presos durante o cumprimento das penas, outro ponto destacado na pesquisa do DataSenado. Para ele, que admite a redução da pena pelo trabalho, custa muito caro o estado manter os presos “enquanto eles só ficam organizando novos crimes pelo aparelho celular“.

Já Jorge Viana diz ser preciso aumentar as penas no novo Código, mas observa que a ampliação do tempo máximo de prisão precisa ser estudado com cautela. Na pesquisa do DataSenado, três de cada quatro entrevistados defenderam a elevação do limite, atualmente de 30 anos.

Maioridade penal

Na tendência de endurecer a legislação criminal, a redução da maioridade penal também encontrou amplo apoio da população, mas divide os senadores. Para Malta, qualquer cidadão que comete crime de natureza hedionda deve pagar pelo que fez, independentemente da idade. Ele destaca que apenas 7% dos entrevistados concordaram com a manutenção da maioridade penal em 18 anos, enquanto 20% acreditam que não deve haver idade mínima, 16% pedem a maioridade em 12 anos, 18% em 14 anos e 35% em 16 anos. “O sujeito de 18 anos já era homem aos 14 ou aos 12. Aos 14 ele já era capaz de estuprar e de matar“, diz.

Diferentemente de Malta, que não vê idade mínima para se pagar por crimes hediondos, Eunício Oliveira quer uma redução de dois anos. “Aos 16 anos o cidadão é um homem formado. Se pode votar e escolher seus representantes, também pode responder por crimes cometidos.”

Para Jorge Viana, deve haver tipificação específica para pessoas de 16 a 18 anos, em certos crimes, como assalto a mão armada e homicídio. Ele lembra que bandidos usam menores de idade para cometer crimes desse tipo.

Discriminação

Embora não queira ainda fazer uma avaliação completa da pesquisa, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP) chama atenção para o ponto que trata da discriminação de estrangeiros e de pessoas oriundas de determinadas regiões do país. A criminalização desse tipo de atitude é defendida por 85% dos entrevistados pelo DataSenado.

Nesse mesmo quesito, 77% dos entrevistados se manifestaram favoráveis à criminalização da homofobia, embora haja mais controvérsia nesse ponto entre os senadores. “Qualquer forma de discriminação é condenável, seja de cor de pele, raça, credo, sexualidade, condição social, origem. Acredito que todo tipo de discriminação é passível de ser penalizada”, afirmou Eunício Oliveira.

Jorge Viana, por sua vez, vê a necessidade de a legislação proteger a diversidade. “O Brasil é o país da tolerância, da paz e da convivência religiosa. Qualquer tentativa de restringir as liberdades constitucionais tem de ser punida. O Brasil sabe conviver com as diversidades e com as opções pessoais.”

Até Magno Malta, opositor de projeto que criminaliza a homofobia (PLC 122/06), mostra-se favorável à criminalização de ações com base em preconceito. Ele pondera apenas que não é preciso criar leis para atender grupos específicos.

Imputabilidade de índios

Malta concorda ainda com a posição da maioria dos entrevistados em relação à imputabilidade dos índios – 80% disseram que eles devem responder pelos crimes que cometem. “O índio adulto não é inocente. Essa inimputabilidade não pode dar o direito de cometer crimes“, opinou Malta.

Fonte: Agência Senado

Leia mais:

Código Penal | Anteprojeto polêmico

A Assessoria de Imprensa do Senado divulgou nota sobre informações publicadas pelos meios de comunicação, nos últimos dias, relativas ao projeto do novo Código Penal (PLS 236/2011).

Veja a íntegra da nota:

 

“Nas últimas semanas, informações desencontradas e improcedentes têm sido publicadas em diversos meios de comunicação acerca da tramitação do projeto de Código Penal, matéria que está em análise por uma comissão especial de senadores.

Sobre o assunto, temos a esclarecer:

A Comissão de Juristas destinada a elaborar o anteprojeto de reforma do Código Penal foi instituída a partir dos Requerimentos nºs 756 e 1034 de autoria do senador Pedro Taques (PDT-MT).

A composição da referida comissão cumpriu as normas regimentais, sendo os juristas indicados pelos líderes dos diversos partidos, de acordo com a proporcionalidade de suas bancadas.

A Comissão trabalhou dentro do tempo regimental, por sete meses, e neste período promoveu quatro audiências públicas, em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, além de dois seminários, em Aracaju e Cuiabá.

O anteprojeto da Comissão de Juristas foi entregue em 27 de junho de 2012 e, após transformado em projeto de lei, enviado à Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal (CCJ), que também já realizou duas audiências públicas sobre a matéria.

Como projeto de código em tramitação, poderá sofrer alterações, mediante emendas e, inclusive, ser rejeitado.

Até agora o serviço Alô Senado recebeu mais de 13 mil manifestações de cidadãos para alterações e contribuições ao projeto.

O Congresso Nacional, formado por representantes eleitos pelo povo, abarca as mais diversas correntes de pensamento e é a instituição legítima para analisar proposições legislativas, como é o caso da reforma do Código Penal. Para tanto, cumprirá todos os prazos regimentais.

De forma democrática e com o diálogo aberto com todos os setores da sociedade, o Congresso dará ao país um novo Código Penal em consonância com os anseios da maioria dos brasileiros.”

Fonte: Cenário MT

 

Leia mais:

- CCJ deve votar mudanças no Código Penal até o dia 23 de outubro;

- Código Penal | Anteprojeto polêmico

Uma comissão especial de seis juristas, que será presidida pelo ministro Luís Felipe Salomão, do STJ, vai elaborar uma proposta de atualização da lei de arbitragem. Sancionada em setembro de 1996, a lei permite que partes em conflito nomeiem um ou mais árbitros, sempre em número ímpar, para solucionar uma questão.

Também fazem parte da comissão o ex-conselheiro do CNJ Marcelo Nobre e os advogados Caio Cesar Rocha, José Rogério Cruz, Francisco Antunes Maciel Müssnich e Tatiana Lacerda Prazeres.

Quem propôs a comissão especial para atualizar a lei foi o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas. Ele destacou que a arbitragem ganha cada vez mais espaço na resolução de disputas, mas que, passados quase 16 anos, é preciso adaptar o instituto aos novos tempos.

O amadurecimento da arbitragem brasileira nos últimos 15 anos, em razão do definitivo ingresso do Brasil no rol dos principais atores do cenário econômico e comercial mundial, evidenciou ser fundamental que o País acompanhe e se adapte às novas exigências da realidade negocial internacional, a fim de atender satisfatoriamente a complexidade das relações jurídicas modernas“, afirmou Calheiros.

De acordo com o Senador, uma nova lei de arbitragem é necessária, porque o novo CPC, aprovado pelo Senado e em discussão na Câmara, dá ênfase à conciliação antes que as partes decidam partir para a disputa judicial.

A comissão de juristas terá prazo de seis meses para elaborar uma proposta e entregá-la à mesa do Senado. O texto vai ser então transformado em PL para ser discutido pelos senadores.

Fonte: Migalhas

 

Indicação

Arbitragem – Aspectos FundamentaisSérgio Mourão Corrêa Lima | Ao escrever sobre arbitragem, em seus aspectos fundamentais, o autor demonstrou sua vocação de comercialista, pois consegue oferecer ao leitor criteriosa análise dos temas mais importantes, analisando-as com acuidade jurídica e decisão de facilitar o melhor entendimento, em linguagem didática e concisa. (Saiba mais)