10a QUESTÃO
Durante uma reunião intersetorial em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), a equipe discute o caso de um jovem de 19 anos com histórico de sofrimento psíquico, uso abusivo de substâncias, evasão escolar e conflitos familiares. O terapeuta ocupacional da equipe propõe ações conjuntas entre a UBS, o CAPS, a escola e o CRAS, articulando o território e as redes de cuidado, com foco na reinserção social progressiva do jovem. Um gestor local, entretanto, argumenta que “essa não é uma demanda da atenção básica, e, sim, do CAPS, pois envolve transtorno mental”.
Com base nas diretrizes da RAPS e nos princípios da atenção psicossocial, qual deve ser o posicionamento mais adequado da equipe de saúde diante dessa situação?
ALTERNATIVAS
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Reduzir o escopo da atuação da UBS ao cuidado físico, evitando envolvimento com questões sociais e escolares.
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Aguardar que o jovem seja formalmente encaminhado por outro serviço para legitimar a atuação em equipe intersetorial.
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Reconhecer o jovem como sujeito de cuidado integral, compartilhando a corresponsabilidade entre UBS e outros pontos da rede.
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Registrar o caso como demanda espontânea, mantendo apenas o atendimento pontual na UBS, sem articulação com outros serviços.
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Reencaminhar o jovem ao CAPS, uma vez que o caso excede as competências da atenção básica e demanda tratamento especializado.