2a QUESTÃO
Sofia é uma menina de 10 anos, diagnosticada desde o nascimento com paralisia cerebral do tipo espástica, que compromete predominantemente os membros inferiores, caracterizando uma diparesia espástica. Essa condição neurológica afeta seu controle postural, tônus muscular e coordenação motora, resultando em dificuldades significativas na mobilidade, no equilíbrio e na realização de atividades que exigem maior destreza. Além disso, Sofia apresenta sobrepeso, o que pode agravar ainda mais suas limitações físicas e impactar sua autonomia funcional no cotidiano. Apesar dos desafios impostos por sua condição, Sofia demonstra ser uma criança ativa, curiosa e bastante interessada em participar das atividades junto aos seus colegas. Ela gosta de interagir com outras crianças, tem boa comunicação e apresenta motivações pessoais que precisam ser consideradas no planejamento das intervenções. Seu interesse em cultura pop, especialmente a coreana, é uma de suas fontes de prazer e pode ser um importante recurso terapêutico para engajá-la em atividades significativas.
Fonte: THEOBALD, M. N. C. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.
Considerando os princípios que norteiam a Terapia Ocupacional no contexto das disfunções físicas e o que apresenta a conduta mais adequada e coerente com a abordagem centrada na pessoa, assinale a alternativa correta:
ALTERNATIVAS
- Priorizar apenas as limitações físicas de Sofia, uma vez que a funcionalidade depende exclusivamente de suas capacidades motoras.
- Prescrever um protocolo padronizado de exercícios motores e aplicar o mesmo plano terapêutico utilizado com outras crianças com paralisia cerebral.
- Conduzir a intervenção ocupacional baseada unicamente nas diretrizes da escola, já que o desempenho escolar é o foco prioritário do atendimento infantojuvenil.
- Solicitar exames clínicos e neurológicos, antes de iniciar qualquer intervenção, uma vez que a Terapia Ocupacional depende exclusivamente desses laudos para atuar.
- Compreender o impacto das disfunções sobre a funcionalidade de Sofia, considerando seus interesses, fatores contextuais e pessoais para elaborar um plano terapêutico individualizado.